♫ O que tá rolando por aí ! Agenda de festivais e shows

Festival Rock in Hill - 19/12/09


O que tá rolando por aí ! Agenda de festivais e shows

ROCK IN HILL (Bueno Brandão - MG)

19/12/09 - Primeiro festival de rock de Bueno Brandão, cidade localizada no Sul de Minas, tem com atrações as bandas Megaforce, Mysticus, In2Rock, Alcoholic Death, Los Baldes e Krusher.
Ingressos a R$ 10,00 mais um quilo de alimento que será doado a Casa de Proteção a Criança de Bueno Brandão - MG.
Informações: rockinhill@hotmail.com

Hardzone Festival 3 - 13/12/09

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HARDZONE FESTIVAL #3

13 de dezembro de 2009, 16h
Local: Hard Rock Café Belo Horizonte
Shopping Alta Vila
Rua Sen. Milton Campos, 155
ônibus: 2104 e 4110
http://www.hardrockcafebrasil.com.br

Bandas:
DR.SIN (SP)
http://www.drsin.com.br
BASTARDZ (Sleaze - SP)
http://www.myspace.com/bastardz
WANTED (Hard Rock - BH)
http://www.wantedrock.com.br
KHYRIUS (Prog Metal - Sete Lagoas)
http://www.myspace.com/khyriusband
SWEET SINNERS (Hard Rock - BH)
http://www.myspace.com/sweetsinnersbh

Ingressos:
Antecipados R$30,
No local: R$40,

Pontos de Venda:
Centro Musical Minueto
Rua Paulo Simoni, 54 - Savassi
(31) 3227 5203
Purple records
Galeria Praça 7, loja 58
(31)3201 1187
- Tarde de Autógrafos DR.SIN a partir de 15h
- censura livre
- Meia entrada extendida a todas as categorias

Info: (31)3011-9511

Apoio
- 98FM
- Caesar Business
- MetalClube
- Estúdio Sonar
- Restaurante D'gustar
- Purple Records
- Minueto Centro Musical

Realização
HardZone Produções
http://www.hardzone.com.br

Covernation - 13/12/09

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COVERNATION

Data: Domingo, 13 de Dezembro
Hora: 13:00 às 22:00
Local: Centro Cultural Bernado Mascarenhas
Cidade: Juiz de Fora - MG

Bandas:
Alt-F4 (Juiz de Fora)
Bad Trip (Juiz de Fora)
Fulsion (Juiz de Fora)
Hard Ilusion (Juiz de Fora)
Liria (Juiz de Fora)
Mister Lúdico (São Paulo)
Mutreta (Juiz de Fora)
Park n Som (Juiz de Fora)
Sniffin Glue (Barbacena)
Style Red (Juiz de Fora)

Ingresso:
Feminino: R$ 6,00
Masculino: R$ 8,00

Ponto de venda:
Galera Music
Tuka's Rock
http://brasilataque.blogspot.com/

Dark Symphony Fest 2 - 06/12/09

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DARK SYMPHONY FEST 2
Bandas:
REVENGIN - Progressive Gothic Metal/RJ
EXCALIBURN - Arch Enemy, Dimmu Borgir, Children Of Bodom, Death, Torture Squad e Próprias - Mariana/MG
LILITH - Lacuna Coil, Moonspell, Depeche Mode e Switchblade Symphony
NEVERKNOW - Gothic Rock (Apresentação de músicas inéditas!)
OCULTO - Marilyn Manson Cover

Dia: 06/12/09 Domingo às 14h / Entrada: 10,00 (antecipado) 13,00 (local)
Local: Matriz, Guajajaras, 1353, Centro - BH/MG
Classificação: 14 anos ou acompanhado pelos pais.
Organização: Sekhem Produções - (31) 9939.2211

Som Pra Ouvir Chapado! CD Hempadão Vol. I - Tap`andPlay!

É isso mesmo! A busca pelo som perfeito para embalar as ondas pode enfim chegar ao fim…Com duas editorias destinadas a musicas do universo canábico, o Hempadão entende bem a importância e necessidade de uma boa trilha para se ouvir chapado. Por isso este lançamento – coletânea de músicas publicadas no HempSong e BeckBeat – chega na hora boa!

Playlist:
01 – De Caixinha – Zeep
02 – Por Cultivar Marijuana – Resistencia Suburbana
03 - Sensimilla - Mad Melons and Mountain Black
04 - Pode Acreditar - Marcelo D2
05- Mr. Collie - Mykal Rose
06 - Legalizenla - Viejas Locas
07 - Ilusões - Os Comparsas
08 - Maconha - Mc Catra feat Snoop Doog
09 - What We Love - Zeerow Badman
10 - Se Liga Secretario - Hempresário Crew
11 -Só Para Loucos – Ventania
12 - Dubplate – Kingkong
13 - De Esquina - Cássia Eller, Xis e Nação Zumbi
14 - Smoking Boxes – Zeep


Baixar CD Hempadão Vol. I - Tap`andPlay!

Tirei essa chapação daqui

Wava el Afiouni apresenta Toró de Palpite

O que aconteceria se alguns dos grandes músicos brasilienses resolvessem se unir para criar uma música brasileira que busque novas referências e fuja do convencional?

O resultado pode ser visto em Toró de Palpite, uma bem-humorada tradução para o termo brainstorming, que significa tempestade de idéias.

Divertidas como o nome são as apresentações do grupo, que fazem com que caminhem em total harmonia, o humor, arranjos arrojados e letras repletas de conteúdo. A música inusitada do Toró de Palpite desperta na platéia um sentimento de indefinição e curiosidade, que cede espaço em alguns momentos para as gargalhadas provocadas pela veia cômica do conjunto. “Causos” e cenas hilárias que, pontuadas ao longo do espetáculo, contextualizam os diferentes momentos e formações da banda, que vai se reconfigurando numa performance dinâmica e teatral, através das cenas pensadas para cada show e das costumeiras improvisações que tornam as aparições do Toró ainda mais imprevisíveis.

O Toró de Palpite é formado por Wava el Afiouni, Cláudia Daibert, Rodrigo Barata e João Ferreira. Os quatro circulam pelo cenário musical da cidade desde a adolescência, em histórias ecléticas que misturam rock, chorinho, jazz, forró, funk, regional, eletrônico, caipira, discotecagem e lá vai. Juntos, os artistas executam uma música realmente própria, duma poesia densa e métrica nada convencional.

Partem das influências do sarcasmo de Tom Zé, dos improvisos de Jards Macalé, da musicalidade de Gilberto Gil e Itamar Assumpção, da poesia de Chico, da métrica louca de Arrigo Barnabé. Esses elementos resultam em composições ligadas ao teatro, como se fossem trilhas sonoras, apimentadas pela irreverência e sarcasmo.


Créditos

Coletânea Revista O Grito! - Ano 2



1. POCILGA DELUXE (PE) – Paris é uma Festa (4:55)
2. RETROFOGUETES (BA) – Vênus Cassino (3:28)
3. BINÁRIO (RJ) – Funeral (5:12)
4. JR. BLACK - Muito Além do Cenozóico (3:02)
5. HOLGER (SP) – The Auction (4:53)
6. NANCY (DF) – Keep Cooler (2:39)
7. STELA CAMPOS (SP) – Brand New Robots (3:27)
8. A BANDA DE JOSEPH TOURTON (PE) – #3 (4:02)
9. O GARFO (CE) – Alpa Tino (4:08)
10. THE KEITH (PE) – Even God is a Junkie (3:24)
11. NUMISMATA (SP) – O Inferno e um Pouco Mais (2:39)
12. RÔMULO FRÓES (SP) – Para Fazer Sucesso (3:14)
13. NUDA (PE) – Maruimstad (3:23)
14. JULIANA R. (SP) – El Hueco (2:25)
15. THIAGO PETHIT (SP) – Birdhouse (2:58)
16. GLAUCO E O TREM (PE) – Nau Frágil (3:40)
17. PATA DE ELEFANTE (RS) – Um Olho no Fosforo, Outro na Fagulha (4:12)
18. JÚLIA SAYS (PE) – Menos é Mais (2:52)
19. THE NAME (SP) – Come Out Tonite (Assonance Dub Mix) (3:42)
20. MICKEY GANG (ES) – I Was Born in the 90’s (Naji Nahas Footloose Remix) (5:44)
Baixar Coletânea - Link Direto

POCILGA DELUXE – “Paris é uma festa”
“Música tão passional, nervosa e emotiva quanto o cara que ficou em Recife e viu seu amor se mandar de mala e cuia para Paris.” (André Balaio – Vocal)



RETROFOGUETES – “Vênus Cassino”
“Vênus Cassino é a composição de abertura do disco Chachachá e apresenta influências dos filmes policiais dos anos 70 como Dirty Harry, Bullit e Baretta. A sonoridade é uma mescla de Jazz, Funk e Soul, com bastante percussão, baixo, bateria e guitarra. A idéia é funcionar como uma trilha para filmes de perseguição de carro.” (CH – Baixo)


BINÁRIO – “Funeral”
“Funeral é uma música minha e com letra em pseudo alemão de Bernardo Palmeira. É a faixa que abre o disco gringo do Binario da Far Out Recordings. Tem inspiração direta no disco ‘God In Three Persons’ do The Residents e já foi a abertura de nossos shows em diversas ocasiões.” (Eduardo Manso – Guitarra)


JR. BLACK – “Muito além do cenozóico”
“Break beat sobre a eternização da humanidade e a condição humana, tanto para os anônimos desprezíveis como para os pop-stars póstumos.” (Jr. Black – Vocal)



HOLGER – “The Auction”
“Sabe quando bate uma vontade de paquerar? Acho que é sobre isso mais ou menos a música…” (Bernardo Rolla – Voz / Guitarra)



NANCY – “Keep cooler”
“‘Keep Cooler’ é tipo Prince pra quem gosta de MF Doom” (Praxis – Guitarra)




STELA CAMPOS – “Brand New Robots”
“É a faixa mais antiga de ‘Mustang Bar’. Foi tocada regularmente durante os shows de ‘Hotel Continental’, que já tinha o Clayton Martin na guitarra. Saiu de primeira e Missionário José (baixo-guitarra) captou telepaticamente o interlúdio dub. A letra é vagamente inspirada no filme ‘Eu, Minha Mulher e Minhas Cópias’.” (Stela Campos – Vocal / Guitarra)


A BANDA DE JOSEPH TOURTON – “#3″
“#3 é, na verdade, uma reconstrução de #2. Ela foi a primeira musica que a gente deixou ensaiada. Foi gravada a partir de uma gravação aleatória de bateria, de um take só. E depois que a gente gravou tudo por cima dela, a gente tirou como fazia e refez nos ensaios. Depois gravamos #3 pra fazer o EP juntamente com #2. A gente ainda adicionou ‘Lembra o que?’ ao EP, que também é composta de apenas duas notas. As mesmas de #2 e #3!” (Diogo – Guitarra)


O GARFO – “Alpa Tino”
“Até hoje O Garfo teve duas fases de criação. A primeira mais orgânica e direta – que preenche a maior parte do repertório. A segunda já se alinha com efeitos e novas possibilidades de arranjo além da organicidade de trio guitarra-baixo-bateria. Alpa Tino é o marco inicial desta última fase.” (Felipe – Baixo)


THE KEITH – “Even god is a junkie”
“Foi a primeira música composta para o segundo EP da banda (Noiseless) e traz um pouco do estilo de compor que a banda tinha no primeiro trabalho registrado em 2007, com riffs rápidos e vocais mais rasgados, no que eu chamaria de Strokes + Nirvana.” (Tagore – Vocal / Guitarra)


NUMISMATA – “O Inferno e Um Pouco Mais”
“É uma música que eu gosto bastante. Lembro que quando o André [Vilela, guitarrista da banda] mostrou essa faixa pra gente, ela já tinha uma pegada meio estranha, mas bem pop. Na hora de trabalhá-la em estúdio, nos nossos ensaios, ela foi adquirindo esse groove duro, bacana, essa cara meio Primal Scream e Fujiya and Miyagi misturados com Picassos Falsos. As participações são bacanas, também. Maria Alcina fazendo backing é inusitado por si só. Os sintetizadores de Kassin, com a sonoridade anos 70, eu acho que caíram como uma luva.” (Adalberto Rabelo Filho – Guitarra)


RÔMULO FRÓES – “Para fazer sucesso”
“‘Para fazer sucesso’ é minha versão de ‘Essa é pra tocar no rádio’ do Gil. É uma canção pra reclamar e tentar entender porque que não vivo de música ainda.” (Rômulo Fróes – Vocal)


NUDA – “Mariumstad”
“Rectrópolis é alvo de uma homenagem às avessas nas palavras cáusticas de ‘Maruimstad’. Cabem na acidez da canção estatísticas da criminalidade, obras faraônicas e as ‘mãos invisíveis’ da vaidade e da estupidez política. Mas nunca coube nem caberá o eterno descaso à miséria do ser humano.” (Raphael – Voz / Guitarra)


JULIANA R. – “El hueco”
“A música surgiu quase como uma brincadeira com as palavras. Sendo a mais dançante e animada, com latinos acentos de mariachi, é a única que escrevi em espanhol. A escolha da língua tem a ver com o áudio de Julio Cortázar e com um livro do Ernesto Sábato.” (Juliana R – Vocal)


THIAGO PETHIT – “Birdhouse”
“Birdhouse é sem dúvida, a minha música mais confessional. Foi a minha primeira música composta tocando violão e acho que isso me permitiu criar com muita intimidade, tanto a letra quanto a sonoridade. Acho que é uma canção que resume bem o meu trabalho: é meio folk, é meio valsa, é bastante íntima, mas soa como se estivesse em um campo aberto.” (Thiago Pethit – Vocal)


GLAUCO E O TREM – “Nau frágil”
“A música Nau Frágil foi composta em um momento de revolta do compositor quanto à mídia e ao caminho árduo do artista em busca do espaço. No refrão surge a frase: (’Por isso eu parei de compor…’) Reclamando uma falta de inspiração causada pela falta de retorno quanto ao trabalho feito. (’Depois de tanto trabalho os louros do ‘fracasso’ recebi de braços castros…’) mas ao mesmo tempo essa indignação e falta de inspiração foi a própria inspiração para o surgimento da canção-resposta. O compositor explica que parou de compor, mas explica em forma de composição. E fica assim subentendido que o problema é a própria solução.” (Glauco – Vocal / Teclado)


PATA DE ELEFANTE – “Um olho no fósforo, outro na fagulha”
“Faixa que dá nome ao segundo CD da Pata de Elefante, a canção é uma homenagem a Ray Charles. Com uma maldosa levada country, melodia conduzida por intrumentos de sopro (vale lembrar que Ray Charles era um excelente saxofonista), pedal steel (instrumento muito utilizado na música country) e piano no estilo do homenageado, é difícil não sacolejar o esqueleto ao ouvi-la – ou, pelo menos, bater o pezinho.” (Gustavo Telles – Bateria)


JÚLIA SAYS – “Menos é mais”
“Menos é Mais traduz nosso modo de tocar e pensar, buscar sempre mais e extrair beleza das coisas simples.” (Pauliño Nunes – Vocal / Guitarra / Programações)



THE NAME – “Come out tonite” (Assonance Dub Mix)
“‘Come Out Tonite’ é como um hino pra gente. Acabou sendo o carro-chefe de ‘Assonance’ e o curioso é que gravamos inicialmente 5 músicas que iriam compor o EP e jogamos 4 delas fora, apenas ela ficou!” (Andy – Vocal / Guitarra)


MICKEY GANG – “I was born in the 90’s” (Naji Nahas Footloose Remix)
“Esta música é meio uma ironia da gente mesmo. O nosso problema não é com os anos 80, bem pelo contrário… o que foi o Human League? E o A-Ha? Chato mesmo é o pessoal achando que o mundo acabou nos anos 80 e ficar nessa mágoa de revival. E pior ainda gente assim da nossa idade chorando que nasceu na época errada. Então jogue a primeira pedra o garoto que nunca ficou horas tentando salvar a princesinha do Mario e a garota que nunca fez cover de Spice Girls na escola”. (Arthur – Vocal / Teclado)
» http://www.myspace.com/mickeygang

Copiado dos pés a cabeça daqui

Pearl Jam - Backspace





Baixar Pearl Jam Backspace

PEC da Música - A História sem fim?

Amigos,
Ontem, mais uma vez estava prevista a votação da emenda constitucional 98/07, a nossa PEC da Música. A liderança do governo na Câmara e o PMDB (partido do governo do Amazonas) obstruíram a votação, pois queriam ajustes no texto.
Foram mais de seis horas de reunião junto com o secretário da Receita Federal, bancada do Amazonas e lideranças do governo no Ministério das Relações Institucionais, a fim de se chegar a um consenso na redação da proposta. Ao final, alcançamos um texto que avança, pois introduz a música brasileira na Constituição Federal.
O líder do governo, deputado Henrique Fontana, está publicamente incumbido de providenciar a última consulta ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta próxima semana. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, está ciente e prometeu colocar o texto em votação. Nosso objetivo é produzir um consenso sobre a matéria e facilitar a aprovação da PEC da Música pelo Congresso Nacional.

Otavio Leite
Deputado Federal

De Leve - Manifesto ½ 171

As letras do rapper carioca De Leve chegam como cruzado em fim de round pronto para levar o ouvinte à lona. Clareza e crueza misturadas à ironia expõe situações que passam aos olhos todo dia, mas que dificilmente param nos ouvidos. De Leve pega pesado quando versa seu "Manifesto ½ 171", disponível em CD e download no site do artista. A capa faz menção ao disco anterior, "Estilo Foda-se": o mesmo sofá, o mesmo MC, mas agora, ao invés dos óculos escuros e do sorriso "ixperto", De Leve olha para o nada, e você percebe que vai ter que correr para tentar acompanhá-lo.

Mordazes e geniais são a maioria das frases escritas pelo rapper. A métrica De Leve tem cadência própria, e muitas vezes deixa a impressão que os graves e efeitos de base correm atrás do balanço formado pelos versos e não o contrário. Frases como "Esquece o estresse a gente merece algo mais/ que salário no fim do mês porque é mole pedir a paz/ quando cê tem segurança e uma Cherokee blindada/ e suas crianças soltam pipa no ventilador de casa" fazem pensar se é possível resenhar um disco só com a completa transcrição das músicas.

As letras têm graça fácil, quase óbvia: "mexe o cu.../ mexe o cu.../ mexe o culote (e as gatinhas!)" que só a inteligência associada à cara de pau é capaz de articular: "Feipa", por exemplo, é corruptela de "feiopacaraio". O discurso versa sobre política-comportamento-mulherada-diversão e deixa dúvida se a temática é repetida por falta de assunto do rimador ou da sociedade que ele observa. A malícia verbal aponta o erotismo, a política, a dura policial ou os três juntos, caso da deliciosa "Todo Errado".

Bom para dançar, "Manifesto ½ 171" tem bases que vão do formato clássico do rap à conexão funk carioca-miami bass – mais presente nesse disco, assim como a influência do ragga em bases e vocais, como em "Pode Queimar", que vira "sambadub" ou "raggasamba" quando entra um sensacional cavaquinho fazendo fundo. O que ele queima são os políticos e não a erva, como se pode pensar, pois ele não poupa ninguém. Nem mesmo a "cena" hip hop mainstream, como mostra o "Caô Fudido".

Através do escracho, De Leve dá mais um passo qualitativo na caminhada do rap nacional: o humor nas obviedades que todos sabem existir e ninguém comenta prova que o gênero já foi deglutido e é devolvido além da cultura de gueto. É possível denunciar as mazelas econômicas, sociais, financeiras ou morais sem ter que discursar de forma política ou pesada. De Leve confirma uma nova medida: a visão mordaz é parte integrante dessa cultura.

"Manifesto ½ 171" é nitroglicerina politicamente incorreta, versada com toda a sacanagem que esse homem de Niterói pode contribuir. É saudação à coerência verbal, impressionante por nascer em um país onde ninguém lê. Talvez um estudioso da língua ouça o disco e reclame de alguém que rima "idade" com "humildade". Mas De Leve tem resposta rápida: "Diploma", electro hip hop bebido em Afrika Bambaata, "pega o teu diploma e limpa tua bunda/ não tem emprego tenta na segunda". Tosqueira classe A. (Renata Simões)


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